O sistema funciona com circulação de água para ajudar a reduzir a temperatura do piloto, mas a confiabilidade do equipamento ainda gera preocupação no grid. No caso de Antonelli, o histórico recente pesou mais do que o possível ganho em uma etapa de calor intenso.
Falhas anteriores levaram Antonelli a rejeitar o sistema
O primeiro problema relatado por Antonelli aconteceu quando o colete deixou de funcionar antes do esperado. Depois, houve uma segunda falha mais grave: durante a classificação Sprint para o GP dos EUA, a bomba do sistema passou a enviar água a 50 graus.
Ao relembrar o episódio, Antonelli explicou o motivo da resistência em voltar a usar o equipamento. “Fiz toda a sessão com o sistema bombeando água a 50 graus e sofri uma insolação”, disse o piloto da Mercedes.
A possibilidade de uma pane no meio da corrida também entrou no cálculo do piloto para Singapura. Em vez de lidar com a incerteza de um sistema que ainda não considera confiável, Antonelli preferiu dispensar o colete neste fim de semana.
Piloto não descarta uso no futuro
Apesar da decisão para esta etapa, Antonelli não descartou recorrer ao equipamento mais adiante. A condição colocada por ele é que o sistema evolua a ponto de oferecer confiança para ser utilizado em uma sessão longa de corrida, sem risco de repetir os problemas que já enfrentou.
“Se chegarmos a um ponto em que ele esteja desenvolvido e tivermos confiança, acho que vai ser muito bom”, afirmou Antonelli. O principal receio segue sendo uma falha durante a prova: “Imagine colocar isso no domingo e, depois de 30 minutos, ele parar de funcionar”.
O colete de resfriamento já esteve no centro de preocupação em outras ocasiões nesta temporada, e o caso de Antonelli volta a expor a desconfiança de parte dos pilotos com o sistema justamente em fins de semana de calor mais severo.