O ponto central é que a RBPT ficou travada pelo sistema ADUO da FIA, que congelou upgrades em temporada na unidade de potência. Na prática, isso elevou o peso do trabalho feito antes da largada do campeonato e transferiu a evolução de desempenho para outras áreas do carro.
Projeto próprio enfrentou ceticismo e restrições
Quando a Red Bull decidiu seguir com a produção interna de unidades de potência após a saída da Honda, o tamanho do desafio já era tratado como fora do comum dentro do paddock. Toto Wolff, chefe da Mercedes, resumiu esse grau de dificuldade ao dizer que era “como escalar o Monte Everest”.
Christian Horner, que liderou esse movimento na estrutura da Red Bull, definiu a iniciativa como “o tipo de loucura que a Red Bull faz”. Depois, Laurent Mekies, sucessor de Horner, também classificou o projeto como “um desafio inacreditável para se estar associado”.
Reação após os primeiros sinais de dificuldade
O início de 2026 trouxe preocupação dentro do próprio grupo. Isack Hadjar lembrou a impressão deixada pelos testes de inverno e contou que pensou: “Uau, essa vai ser uma temporada longa”. Mesmo assim, Max Verstappen afirmou que não entrou em pânico com a situação e disse: “Eu não estava muito estressado com isso”.
Esse cenário ajuda a dimensionar o valor da primeira vitória da RBPT, obtida na Malásia, e da recuperação de desempenho da Red Bull ao longo do campeonato. A avaliação no paddock é que a unidade de potência V6 híbrida passou a render de forma muito forte depois do déficit visto no começo da campanha.
Sem upgrades de motor, foco ficou em outras frentes
Com a unidade de potência congelada pelo sistema da FIA, a Red Bull precisou buscar desempenho em outros campos. Mekies explicou que “há um enorme número de outros fatores de performance que podem ser desenvolvidos”.
O momento da Red Bull também aparece em contraste com a situação de Verstappen em Marina Bay: ele ainda não venceu nesse circuito.