A decisão ganhou força depois do desempenho abaixo do esperado do novo pacote em Sepang. Russell também abandonou a corrida por uma falha na unidade de potência, e isso reduziu ainda mais a quantidade de dados de corrida disponíveis para a Mercedes avaliar o comportamento da atualização.
“Na verdade, fui eu quem iniciou a conversa antes da corrida no último domingo”, disse Russell sobre a proposta de dividir as especificações entre os dois carros. Segundo o piloto da Mercedes, a discussão já existia antes mesmo da etapa anterior.
Mercedes aproveita penalidade para voltar à versão anterior
Russell explicou que a equipe já estava dividida sobre qual caminho seguir antes da corrida em Sepang. “Estávamos meio a meio sobre isso antes da corrida, em Sepang, e eu era mais favorável a fazer isso”, afirmou.
Em Singapura, a troca da unidade de potência abriu uma janela para a Mercedes recolocar no carro de Russell a configuração anterior. Como o piloto já largará com penalidade de grid, a mudança acabou se tornando uma oportunidade prática para executar o teste sem acrescentar uma perda esportiva inesperada à etapa.
“Essa penalidade de motor neste fim de semana nos deu uma boa oportunidade para voltar atrás”, disse Russell.
Comparação busca resposta sobre atualização do W17
Apesar da mudança, Russell evitou relacionar diretamente a atualização a uma queda de desempenho. A avaliação dentro da Mercedes é que ainda não há evidência clara de que o pacote novo tenha feito o carro piorar de forma definitiva.
O piloto apontou que o ritmo do W17 já variou bastante entre circuitos mesmo com a mesma especificação, o que mantém aberta a possibilidade de o resultado em Sepang ter sido influenciado pelas características da pista. Por isso, a equipe trata a comparação entre os dois carros em condições semelhantes como uma forma mais precisa de entender o efeito real da atualização.