O momento aconteceu durante a corrida, pouco antes de Stroll ultrapassar Esteban Ocon. Depois da prova, o piloto afirmou que a irritação veio da leitura que fazia do comportamento dos compostos e da maneira como a equipe tentou administrar o stint.
Stroll diz que a corrida pedia mais ataque
Ao comentar o episódio, Stroll resumiu o motivo da reclamação: “A questão era mais sobre os pneus.” Segundo ele, a estratégia de gerenciamento acabou tendo o efeito contrário ao desejado, com perda de temperatura e prejuízo ao desempenho do carro ao longo da prova.
Na avaliação do piloto da Aston Martin, a corrida não exigia tanta conservação. “Na verdade, não era uma corrida de gerenciamento; era uma corrida para acelerar ao máximo”, disse. A explicação ajuda a entender por que a reação no rádio veio em meio à disputa, quando ele ainda buscava recuperar terreno no pelotão.
Aston Martin tinha competitividade, mas não converteu em pontos
Stroll afirmou que a Aston Martin mostrou competitividade durante o fim de semana, mas não conseguiu transformar esse potencial em resultado na corrida. A principal razão, segundo ele, foi justamente a forma como os pneus foram trabalhados.
O piloto também relacionou a decisão ao que já havia acontecido na etapa anterior, quando a equipe perdeu pontos por ter gerenciado demais os compostos. No Bahrein, a avaliação dele foi de que o cenário se repetiu, apesar de as condições indicarem espaço para forçar mais o ritmo.
Compostos se mostraram mais resistentes do que o previsto
Na análise de Stroll, a Aston Martin partiu de uma expectativa que não se confirmou na prática. “Acho que, no fim, os pneus eram muito mais resistentes do que a gente imaginava”, afirmou.
Essa leitura ajuda a explicar a frustração do piloto durante a prova: se os compostos suportavam mais ataque do que o esperado, uma abordagem mais conservadora acabaria custando ritmo, especialmente em uma corrida em que ele ainda conseguiu ultrapassar Ocon, mas fechou apenas na 12ª colocação.
































