De acordo com a apuração, alguns carros perderam mais potência do que o previsto nas partes mais lentas do circuito, especialmente quando operavam em baixa rotação. Em alguns casos, o problema fez os motores elétricos entrarem em modo de bloqueio, o que comprometeu a resposta do acelerador e levou diversos pilotos a relatarem falhas já depois de duas voltas de formação.
A FIA informou que identificou a causa cinco minutos após a suspensão do procedimento e distribuiu uma configuração atualizada a todas as equipes. As novas orientações técnicas foram enviadas às 16h03, e a configuração revisada ficou concluída às 16h20.
FIA admite necessidade de reforçar validação do sistema
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA e responsável por explicar o resultado da investigação, afirmou que a análise concluiu que alguns carros sofreram perda de potência além do pretendido. Segundo ele, a revisão também recomendou a adoção de medidas adicionais para testar o software.
O sistema já havia passado por testes antes da corrida e também sido validado em simulações, além de ter sido usado em sessões dos GPs da Bélgica e da Holanda. Mesmo assim, a investigação apontou a necessidade de ampliar os procedimentos de validação.
Tombazis também evitou dar garantia absoluta contra novos episódios. “Não posso garantir que novos bugs não surgirão com as complexas unidades de potência de 2026”, disse.
Solução temporária será repetida se houver condição semelhante
A atualização emergencial enviada antes da relargada servirá como base para o procedimento adotado em Cingapura caso as condições climáticas sejam semelhantes. Tombazis afirmou que a configuração usada em Sepang será reaplicada nesse cenário.
Fernando Alonso comentou o episódio de forma direta: “O que aconteceu não pode acontecer novamente.” A FIA também informou que uma atualização adicional do software para pista molhada será disponibilizada antes do GP dos Estados Unidos, marcado para 25 de outubro.
































