O tema ganhou peso depois do GP do Azerbaijão, quando Norris ficou 0s308 atrás de Piastri, sua maior diferença em 2026. Em Sepang, o cenário havia sido bem diferente, com Norris terminando 0s005 à frente do companheiro de equipe.
Stella aponta falta de velocidade, não problema na unidade de potência
Andrea Stella, chefe da equipe McLaren e responsável pela análise do desempenho do carro de Norris, afirmou que o principal ponto detectado não é exatamente um problema de motor. “Acho que, mais precisamente, deveríamos dizer que o problema que vemos no carro do Lando é sobre falta de velocidade”, disse.
De acordo com a avaliação da equipe, o carro de Norris acelera menos e também desenvolve uma velocidade final inferior. O MCL40 já apresenta bastante arrasto aerodinâmico, e esse comportamento ajuda a explicar o impacto no cronômetro.
Stella também estimou o tamanho da perda. “Podemos quantificar até uma perda de tempo de volta que eu diria ser superior a um décimo de segundo”, afirmou. A projeção da McLaren é de um prejuízo entre um e dois décimos por volta.
Equipe estuda ajustes antes da próxima etapa
A McLaren ainda investiga a origem exata do déficit e, por isso, evita apontar a unidade de potência como causa do problema. A prioridade agora é avaliar quais modificações podem ser feitas no carro de Norris antes do próximo fim de semana.
Sem detalhar quais intervenções serão adotadas, Stella confirmou que a equipe segue trabalhando em alternativas. “Vamos analisar mudanças adicionais”, declarou.
A próxima etapa será em Singapura, em um circuito com poucas retas longas, característica que pode reduzir o efeito imediato da perda de velocidade máxima identificada pela McLaren.