Pelo levantamento aplicado pela FIA, a Mercedes ganhou um token por estar entre 2% e 4% abaixo em potência. Ferrari, Audi e Honda receberam dois tokens por estarem acima de 4%. A Red Bull, por sua vez, não teve nenhum token liberado.
Laurent Mekies, chefe da Red Bull Racing, confirmou que a equipe discute ajustes com a federação para o próximo ciclo. “Estamos tendo discussões com eles sobre o que pode ser melhorado nas metodologias para o próximo ano”, afirmou.
Red Bull questiona avaliação inicial da FIA
O ADUO começou a valer em 2026 e faz medições trimestrais do desempenho dos motores V6. A própria FIA já identificou limitações no sistema. O diretor de monopostos da entidade, Nikolas Tombazis, confirmou a existência de “fraquezas” no ADUO.
Mekies disse que a Red Bull não esperava o retrato inicial traçado pela federação. “Ficamos surpresos com as avaliações iniciais da FIA”, declarou o dirigente.
As avaliações, porém, exigem cautela porque o sistema pode não refletir todo o desempenho dos carros híbridos atuais. As referências de potência também dependem de estimativas que podem não ser exatas.
Equipe seguiu desenvolvendo o carro apesar da desvantagem
Mesmo sem tokens, a Red Bull levou um pacote grande de atualizações na etapa do Azerbaijão, em setembro. As mudanças fizeram parte de um trabalho contínuo de desenvolvimento ao longo da temporada.
Mekies tratou a performance da unidade de potência como prioridade no cenário atual. “Prefiro ter um motor forte e nenhum ADUO, em vez de um motor fraco”, disse.
O dirigente também afirmou que ainda existe espaço para evolução mesmo sem alterações de hardware. “Há um enorme trabalho de desenvolvimento mesmo que você não possa mudar o hardware”, declarou Mekies. Na mesma etapa em que a equipe introduziu o pacote mais robusto, Max Verstappen terminou em segundo.