A situação ganhou peso porque a troca mais recente já custou cinco lugares no grid de largada. Hadjar caiu do terceiro para o oitavo lugar, mas ainda conseguiu se recuperar até a quinta posição na corrida.
Lesão no pulso ajudou a elevar o número de componentes usados
O total elevado de peças utilizadas está ligado à lesão no pulso de Hadjar. Durante sua ausência, Liam Lawson substituiu o piloto em três Grandes Prêmios, mas os componentes usados nesses fins de semana continuaram sendo contabilizados na cota de Hadjar.
Pela regulamentação, a troca de piloto não reinicia o número de componentes permitidos. O limite segue vinculado ao carro inscrito para aquele competidor ao longo da temporada.
Como funciona a punição por exceder a cota
As regras preveem perda de dez posições no grid na primeira troca de componente além do limite e de cinco posições nas seguintes. Como Hadjar já está acima da cota há algum tempo, uma eventual nova instalação de motor de combustão interna tende a gerar outra punição de cinco lugares.
Após a classificação, o próprio Hadjar comentou o impacto da perda de posições em um fim de semana em que o carro mostrava força. “É um pouco frustrante termos de cumprir a punição justamente na pista onde somos tão rápidos”, disse o piloto.
Red Bull ainda não confirmou próximo passo
A Red Bull não informou se Hadjar precisará de outro componente novo em Marina Bay. A dúvida é especialmente relevante porque o circuito de Singapura tem curvas lentas e poucas oportunidades de ultrapassagem, o que pode aumentar o peso de qualquer punição no grid.
Além do efeito sobre Hadjar, a equipe entra na reta final do campeonato com a diferença na disputa entre construtores reduzida de 76 para 18 pontos.