Hamilton se irritou depois de tentar ultrapassar Leclerc e acabar na brita, em um lance que lhe custou seis posições. Após o episódio, o piloto afirmou que sentiu falta de um protocolo como o que existia em sua antiga equipe. “Quando eu estava na Mercedes, nós tínhamos uma regra de engajamento por escrito. Aqui, não há regras”, disse Hamilton.
Leclerc admitiu depois que passou do limite no lance. A repercussão aumentou porque a Ferrari enviou à imprensa um áudio editado, sem esse trecho das declarações de Hamilton.
Vowles cita modelo usado na Mercedes
Hoje chefe da Williams, Vowles trabalhou como principal estrategista da Mercedes antes de assumir o cargo atual e explicou que o time alemão tratava o tema de forma estruturada. “Na Mercedes, esse era o meu trabalho. No fim, chamávamos isso de ‘intenção de corrida’”, afirmou.
A referência de Vowles ganha peso porque Hamilton já viveu disputas internas intensas no passado. Na Mercedes, ele e Nico Rosberg se tocaram no GP da Bélgica de 2014. Dois anos depois, em Barcelona, os dois se envolveram em outro incidente, e cada um foi multado em £360 mil pelos custos de reparo.
Vasseur rejeita necessidade de prever todos os cenários
Fred Vasseur, chefe da Ferrari, seguiu por outra linha e minimizou a necessidade de regras explícitas para cada situação de pista. “Você não pode esperar que contratos listem todos os cenários possíveis que podem surgir na pista”, afirmou.
A discussão acontece em um contexto de grande experiência acumulada dentro da Ferrari. Somados, Hamilton e Leclerc têm quase 600 corridas, um fator que ajuda a explicar a posição de Vasseur de dar mais liberdade aos pilotos em duelos diretos.
































