O impasse acontece em um momento de resultado muito fraco da equipe. A Aston Martin chega a esta fase da temporada com apenas sete pontos, enquanto a unidade de potência da Honda tem sido descrita como pouco competitiva e também pouco confiável ao longo do ano.
Pedido de Newey esbarrou na filosofia de projeto da Honda
Segundo as informações publicadas, Newey propôs uma alteração ampla no conceito do conjunto, com mudanças em aproximadamente um terço da unidade de potência. A Honda, porém, não aceitou mudar a direção do projeto e seguiu com a filosofia que já vinha adotando.
O jornalista Antonio Lobato, da SoyMotor, resumiu essa postura ao afirmar: “A Honda bate o pé e diz: ‘Não, não, vamos fazer desse jeito’”. Em seguida, ele descreveu a lógica de trabalho da fabricante: “O jeito como os japoneses trabalham é: ‘Temos uma filosofia e seguimos essa filosofia’”.
O foco da divergência está justamente na concepção técnica da unidade de potência. Em vez de abrir uma revisão profunda do projeto, a Honda teria preferido preservar a arquitetura e o caminho de desenvolvimento que já havia escolhido para 2026.
Tensão aumenta em meio à campanha fraca da Aston Martin
A relação entre Honda e Aston Martin tem sido tensa em 2026, e o desempenho do carro ajuda a explicar o ambiente. Com apenas sete pontos até aqui, a equipe atravessa uma temporada em que a unidade de potência aparece no centro das dificuldades, tanto pelo nível de desempenho quanto pelos problemas de confiabilidade.
Outro nome inserido nesse contexto é Andy Cowell, que construiu uma trajetória de sucesso no desenvolvimento dos motores da Mercedes. As informações apontam que houve sugestões na direção técnica, mas a fabricante japonesa permaneceu resistente a alterar sua filosofia de projeto.
O cenário reúne, ao mesmo tempo, a pressão por resultado dentro da Aston Martin e a decisão da Honda de não redesenhar a parte solicitada por Newey, mantendo o conceito original da unidade de potência apesar das dificuldades vistas na temporada.