A prova marcou a primeira corrida da F1 em Sepang desde 2017. O movimento também ganhou apoio político direto: Anwar Ibrahim, primeiro-ministro da Malásia, disse que pretende tratar da possibilidade de manter o país no calendário. Ao ser perguntado sobre o tema, respondeu: “Estou ansioso para discutir”.
Retorno imediato e plano até 2028 entram na pauta
O interesse por uma presença contínua surgiu após a realização da etapa em Sepang, recolocando o circuito na conversa para os próximos calendários. Entre os cenários considerados, há a possibilidade de a pista assumir futuramente a vaga hoje associada à Arábia Saudita.
Além da intenção de receber novamente a Fórmula 1 já no próximo ano, o objetivo mais amplo é assegurar uma presença permanente da Malásia até 2028. Durante o evento, Anwar também comentou o ambiente ao redor da corrida e o tamanho da mobilização no país: “Estou encharcado, mas empolgado. O país inteiro está em festa”.
Fim de semana teve trânsito pesado e problemas de infraestrutura
Ao mesmo tempo em que fortaleceu a candidatura de Sepang, o evento também expôs dificuldades operacionais. O grande fluxo de visitantes provocou congestionamentos significativos na região, e houve relatos de torcedores que passaram horas tentando deixar o circuito depois da corrida.
Também foram observados problemas na superfície da pista e vazamentos de água ao longo do fim de semana. Esses pontos entram como obstáculos para qualquer discussão sobre um retorno permanente, especialmente porque afetaram tanto a experiência do público quanto a operação do evento.
A combinação entre o interesse do governo malaio, a disposição do circuito para receber uma nova prova e a meta de conquistar um espaço fixo até 2028 colocou Sepang de volta no radar da Fórmula 1, mas as questões de acesso e infraestrutura passaram a fazer parte da negociação desde já.
































