A prova marcou a volta do circuito ao calendário depois de nove anos de ausência e ainda enfrentou atrasos significativos por problemas de tráfego. Martin Brundle classificou o evento de forma positiva, mas apontou que a condição do asfalto foi decisiva para embaralhar as escolhas de estratégia. “A pista não secou tão rápido quanto se esperava”, disse.
Leitura da pista pesou na escolha dos pneus
De acordo com a avaliação de Brundle, Ferrari e McLaren foram levadas a uma leitura equivocada da evolução da pista. Nesse contexto, os pneus intermediários acabaram sendo considerados inadequados para o estado do traçado.
O cenário ficou ainda mais confuso porque todas as equipes dependem de um sistema eletrônico padrão da FIA para funções essenciais dos carros. As interferências nesse software fizeram parte do pano de fundo de uma corrida já afetada pela espera antes da largada e pelos atrasos na programação.
O regulamento aplicado no fim de semana também previa que carros que ficassem parados teriam de reiniciar de acordo com a posição em que retornassem ao box, um detalhe importante em uma prova que teve o procedimento comprometido logo no começo.
Disputa entre Russell e Antonelli e abandono da Mercedes
Na pista, George Russell e Antonelli se envolveram em uma batalha intensa durante a corrida. Russell, porém, não chegou ao fim. Brundle resumiu o problema do piloto da Mercedes dizendo: “Russell teve uma falha de motor, o que resume a temporada dele”.
O próprio Russell definiu o domingo como fora do normal. “É uma corrida estranha”, afirmou durante o andamento da prova.
Outro dado relevante foi a corrida de Lewis Hamilton, que completou 31 voltas com pneus macios sem fazer troca de pneus. Brundle também resumiu sua impressão geral do evento com uma avaliação direta: “A corrida foi um grande sucesso”.
































