Com a largada adiada, as equipes tiveram tempo para modificar as unidades de potência antes do início da corrida. A mudança foi necessária depois que a perda de potência atingiu mais de um carro em uma condição específica que, segundo a FIA, não havia sido identificada nem nos testes nem nas voltas completadas até a ida ao grid.
Falha surgiu em combinação específica de fatores
A explicação apresentada pela FIA aponta que os problemas ocorreram por uma combinação entre baixa velocidade do motor, pouca aderência e características do circuito. Foi justamente esse cenário, durante as voltas de formação sob chuva, que desencadeou a perda de potência.
Verstappen descreveu o comportamento da falha como intermitente. “Normalmente, demora um ou dois segundos e volta”, afirmou o piloto da Red Bull Racing ao comentar como o problema se manifestava no carro.
Além da intervenção no software, o episódio expôs a sensibilidade dos atuais sistemas de gerenciamento de energia das unidades de potência, já que a correção precisou ser feita às pressas antes da largada para evitar a repetição da falha durante a corrida.
Hamilton ironiza cenário; Verstappen critica resultado
Hamilton resumiu a situação de forma irônica ao dizer que “foi como uma corrida de LEGO”. A frase veio na esteira das reclamações sobre o grau de complexidade técnica dos motores atuais depois do problema pré-largada.
Verstappen seguiu a mesma linha ao afirmar: “Isso não é o que você quer para a categoria”. A crítica dos dois pilotos surgiu após um episódio em que a FIA precisou agir diretamente no software das unidades de potência pouco antes da prova.
A entidade também informou que a combinação de fatores responsável pela falha não havia aparecido em nenhuma das verificações anteriores, nem nas sessões de teste nem nas voltas realizadas antes de os carros se posicionarem no grid. A revisão completa do caso ainda não teve detalhes divulgados.
































