Após a prova, o chefe da Mercedes resumiu o clima no time: “Estou extremamente irritado e não estou nada feliz”. Wolff também classificou o fim de semana no Bahrein como um dos piores que já viveu à frente da equipe.
Além do abandono de Russell, a Mercedes não encontrou a velocidade esperada ao longo de todo o fim de semana. O resultado ampliou a frustração de uma corrida que ainda teve intervenções importantes no pelotão, com um VSC e dois carros de segurança.
Intervenções na corrida aumentaram a frustração
Ao comentar o cenário da prova, Wolff citou que as neutralizações acabaram tornando o desfecho ainda mais indigesto para a Mercedes. “Com uma situação dessas, um VSC e dois carros de segurança, não dava para ter mais azar”, afirmou.
A causa do problema no carro de Russell ainda não foi confirmada oficialmente, mas a suspeita inicial recai sobre a unidade de potência do W17. Como a equipe ainda apura o motivo exato, a explicação segue em aberto.
O abandono aconteceu quando restavam apenas cinco voltas para o fim, encerrando de forma prematura uma prova em que a Mercedes já lidava com um desempenho abaixo do esperado. A combinação entre falta de ritmo e quebra aumentou o peso do resultado para a equipe.
Antonelli garante segundo lugar, mas Wolff mira as sete corridas finais
Do outro lado da garagem, Kimi Antonelli salvou pontos importantes ao terminar em segundo lugar, atrás de Max Verstappen. O resultado também fez o piloto marcar mais pontos do que Lewis Hamilton na corrida.
Mesmo com o pódio de Antonelli, a principal preocupação de Wolff após a prova passou pela repetição dos abandonos ao longo do ano. Russell já soma três saídas prematuras na temporada, e o dirigente tratou o tema como um risco concreto para a sequência do campeonato.
“Esse problema dos abandonos pode nos custar caro nas sete corridas que faltam”, disse Wolff.