A McLaren também terminou cerca de um décimo atrás da Mercedes, que levou um pacote significativo de atualizações para Sepang. No cenário das principais equipes, a leitura feita após a sessão indicou uma Red Bull muito forte em velocidade de reta e uma Ferrari competitiva especialmente nas curvas.
McLaren aponta mudança no quadro em velocidade final
Stella comparou o panorama visto agora com o que havia aparecido anteriormente entre os concorrentes. Segundo ele, a referência de velocidade em reta que a Mercedes havia mostrado em Baku já não apareceu da mesma forma neste fim de semana.
“A vantagem de velocidade em reta que a Mercedes tinha em Baku desapareceu”, afirmou Stella.
Na análise da McLaren, isso alterou a distribuição de forças em um ponto importante da volta. Stella disse que a equipe ficou surpresa por não ter sido a principal referência nos trechos mais velozes.
“Estamos um pouco intrigados porque, em alta velocidade, já não somos o melhor carro”, declarou o chefe da McLaren.
Sepang entrou na conta da equipe para explicar o resultado
Além do desempenho da Red Bull nas retas e da aproximação da Mercedes com suas atualizações, Stella incluiu as características do circuito na avaliação da McLaren sobre a classificação. A equipe considerou que a própria pista pode ter influenciado o comportamento do carro ao longo do fim de semana.
“O asfalto de Sepang pode alterar o funcionamento do próprio monoposto”, disse Stella.
Esse cenário ajuda a explicar por que a McLaren ficou atrás não só da Red Bull, que transformou a velocidade em reta em diferencial, como também da Mercedes, que apareceu um décimo à frente após levar um pacote novo. No recorte técnico observado na classificação, a Ferrari também surgiu como referência em curvas, compondo um quadro em que características distintas dos carros pesaram de formas diferentes no traçado.