Piloto da Mercedes, Russell afirmou que a decisão não deveria ficar apenas nas mãos das equipes, já que há impacto direto de desempenho. “Acho que precisamos que a FIA intervenha”, disse o britânico. Em outra parte de sua explicação, ele resumiu o dilema técnico: “Podemos desenvolver isso, mas ao custo de performance”.
Como funciona a regra atual dos coletes
O colete de resfriamento usa um sistema de tubos por onde circula água para ajudar os pilotos em condições extremas de calor. Hoje, a FIA permite que as equipes desenvolvam suas próprias soluções dentro de um conjunto de parâmetros técnicos, mas o uso segue opcional.
Pela regra atual, as equipes precisam acrescentar 0,5 kg de lastro quando optam por não usar o colete. A adoção obrigatória do equipamento chegou a ser considerada anteriormente, mas a medida não foi implementada.
Debate ganhou força após problemas em corridas de calor intenso
A discussão sobre o conforto dos pilotos em climas muito quentes ganhou força depois do GP do Catar de 2023. A prova foi realizada em outubro e, mais tarde, transferida para dezembro por causa das preocupações com o calor.
Segundo Russell, o ponto central é que as equipes podem hesitar em adotar soluções de resfriamento quando existe perda potencial de desempenho. Nesse cenário, a cobrança do piloto da Mercedes é por uma diretriz mais firme da FIA para evitar que a escolha entre conforto físico e rendimento na pista recaia apenas sobre o cálculo esportivo.
O regulador já tem um mecanismo específico para essas situações: a declaração de “heat hazard”, acionada acima de 31ºC. Em 2026, esse protocolo já foi usado três vezes ao longo da temporada.