Ao tratar do cenário atual, Vowles citou a concentração de resultados nas equipes de ponta. Segundo ele, Mercedes, Ferrari, Red Bull Racing e McLaren somam 83% dos pontos na era do teto de gastos. Antes da adoção da regra, essa fatia era de 70%.
O chefe da Williams também apontou queda na presença das equipes menores entre os primeiros colocados. De acordo com os números apresentados por ele, esses times iam ao pódio em 10% das corridas antes do teto, índice que agora caiu para 5%.
Williams alega dificuldade extra para quem precisa se reconstruir
Vowles reconheceu que a Williams também cometeu erros no período, mas disse que a situação é agravada pelo estágio de reconstrução da equipe. “Temos um campeonato de dois níveis”, afirmou.
Na explicação do dirigente, o limite orçamentário cria uma barreira adicional para times que ainda tentam corrigir problemas estruturais ao mesmo tempo em que precisam desenvolver desempenho. “Estamos presos em uma armadilha do teto de gastos”, disse Vowles ao comentar o cenário enfrentado pela Williams.
A crítica do chefe da equipe não veio acompanhada de defesa pelo fim da regra. A posição apresentada por ele é de mudanças no modelo para equipes em dificuldade, mantendo o princípio do controle de gastos.
Vowles elogia a parte financeira, mas vê falha esportiva
Mesmo com as críticas, Vowles reconheceu que o teto de gastos atingiu uma meta central da Fórmula 1. “Queríamos sustentabilidade financeira de longo prazo, e nesse ponto não só tivemos sucesso”, declarou.
Para ele, os outros dois objetivos principais ficaram pelo caminho. “Esses dois falharam”, disse, em referência à igualdade esportiva e à aproximação do grid.
Frederic Vasseur, chefe da Ferrari, apresentou uma visão diferente ao lembrar o quadro anterior à mudança regulatória. “Várias equipes enfrentavam situações financeiras próximas da falência”, afirmou.