Ímola aparece como alternativa caso as etapas do Catar ou de Abu Dhabi não possam ser realizadas. A utilização do circuito, porém, ainda depende dessa definição, e Bottas indicou que o cenário não é bem recebido entre os competidores.
“Não sou muito fã, porque ouvi falar de como normalmente é o clima nessa época do ano”, disse Bottas. Em outra declaração, ele resumiu a preferência do grid: “Acho que todo mundo gostaria de correr em algum lugar mais quente.”
Dezembro em Ímola é ponto de preocupação entre os pilotos
A preocupação climática foi o primeiro motivo citado por Bottas ao comentar a possibilidade de a categoria ter de recorrer a Ímola. Como a alternativa está associada ao encerramento do calendário, a corrida seria disputada em dezembro, período que, segundo ele, traz condições pouco atraentes para os pilotos.
A comparação feita pelo finlandês passa justamente pelo contraste com Abu Dhabi, uma das etapas ligadas a esse cenário de contingência. Sem detalhar aspectos esportivos ou logísticos, Bottas indicou que, entre os pilotos, há preferência por uma etapa em ambiente mais quente caso seja necessária uma substituição no calendário.
Questão tributária também pesa contra retorno à Itália
Bottas também apontou um motivo fora das pistas para a rejeição a Ímola. De acordo com o piloto da Cadillac, os competidores receberam uma comunicação sobre a revisão de sua situação tributária dos últimos sete anos.
“Nenhum piloto realmente quer correr na Itália por causa do que aconteceu recentemente”, afirmou Bottas.
A cobrança mencionada no contexto dessa revisão poderia envolver metade dos valores não recolhidos, além de referência a prisão em casos de inadimplência. A situação segue cercando a hipótese de Ímola ser usada como plano alternativo caso haja problema com Catar ou Abu Dhabi.