A confirmação foi feita por Koji Watanabe, presidente da Honda Racing, ao comentar o uso dos dois tokens liberados no ano. “Nós usamos os dois”, afirmou. A primeira atualização ADUO havia sido apresentada anteriormente em Zandvoort, no GP da Holanda.
Atualização no GP da Espanha atacou problema no turbo
Segundo Watanabe, a segunda intervenção de desempenho da Honda foi direcionada ao turbo. A mudança veio em uma temporada difícil para a fabricante e para a Aston Martin, que têm enfrentado problemas de rendimento ao longo de 2026.
Parte das dificuldades esteve ligada à unidade de potência na configuração “Spec 2”. Watanabe resumiu o cenário ao dizer: “Tivemos problemas de dirigibilidade.” O material técnico da Honda indicava também limitações de resposta e comportamento do conjunto, ponto que motivou a atualização aplicada na Espanha.
Mesmo com os problemas na unidade de potência, o desempenho geral do carro melhorou depois de um grande desenvolvimento de chassi introduzido na Hungria. A evolução ajudou a equipe a dar um passo à frente, mas a área de motor continuou como um dos principais focos de correção.
Diferença para a Red Bull Ford Powertrains segue aberta
Outro dado relevante revelado é que o motor de combustão interna da Honda foi medido em mais de 4% abaixo do conjunto da Red Bull Ford Powertrains. A comparação ajuda a explicar por que a fabricante ainda vê espaço para ganho de competitividade, mesmo após usar suas duas atualizações ADUO.
Watanabe afirmou que ainda há margem para melhorar o desempenho do motor. “Acredito que ainda há espaço para aumentar a competitividade”, disse o dirigente. Como a Honda já esgotou as oportunidades de atualização de desempenho por ADUO em 2026, esse avanço não virá mais por novas trocas de hardware dentro desse mecanismo.
O plano para o restante da temporada, segundo Watanabe, será trabalhar em cima do pacote já homologado. “Nosso foco agora será tirar o máximo do que temos”, afirmou o presidente da Honda Racing.