A Pirelli levará os compostos C2, C3 e C4 para a pista, que volta a receber a categoria após a interrupção do acordo da Malásia com a F1 em 2017, encerrando uma passagem de 18 anos. O traçado de Sepang combina retas longas com curvas mais fechadas, uma característica que aumenta as exigências sobre frenagem, tração e gerenciamento térmico.
Pneus e temperatura podem definir o fim de semana
Entre as principais preocupações para o retorno está o superaquecimento dos pneus. George Russell resumiu o ponto ao afirmar que “o superaquecimento dos pneus vai ser um fator enorme”. Em Sepang, a geração de aderência é fortemente afetada pela superfície do asfalto, e o excesso de temperatura também pode interferir nas estratégias de uso de energia ao longo da volta.
Isack Hadjar descreveu uma situação extrema de perda de aderência ao dizer que “os pneus não têm nenhuma aderência”. Já Carlos Sainz apontou a variável climática como um teste adicional para equipes e pilotos: “Vai ser um bom teste, com certeza, se chover”.
Chuva no fim da tarde é uma variável histórica em Sepang
Além do calor e da umidade, Sepang tem histórico de pancadas de chuva no fim da tarde, mesmo com uma superfície construída com agregado pensado para drenar água rapidamente. Isso não elimina a imprevisibilidade em pista, especialmente porque ainda há muitas incógnitas sobre o desempenho dos carros e o comportamento dos pneus em condição de pista molhada.
Um dos exemplos mais lembrados veio em 2009, quando a corrida começou às 15h no horário local e acabou interrompida com bandeira vermelha por causa da chuva. A combinação entre mudança brusca de condição e características do circuito ajuda a explicar por que o retorno da pista é tratado como um dos desafios mais abertos da temporada.
Sepang também carrega peso histórico para a categoria: foi no circuito que Fernando Alonso conquistou sua primeira pole na Fórmula 1, em 2003. Anos depois, o espanhol resumiu o apelo da pista ao dizer: “Agora vamos para um circuito incrível.”