A equipe já entrava na tomada de tempos com pouca margem e precisava de uma execução praticamente perfeita para avançar ao Q2. Pérez resumiu a frustração ao dizer que “nada deu certo para nós, e a gente realmente precisava que tudo fosse perfeito”.
Voltas finais foram comprometidas na hora decisiva
As dificuldades apareceram justamente no momento em que a Cadillac precisava juntar todos os detalhes da volta. Bottas teve de abortar sua segunda tentativa depois de encontrar bandeiras amarelas, o que encerrou sua chance de melhorar a marca e sair da parte de trás do grid.
Pérez também citou que a equipe dependia de uma volta limpa e de um plano de pista bem executado, inclusive com a ajuda do vácuo. “A gente precisava disso, mas não conseguiu fazer como tinha planejado com o Valtteri”, afirmou o piloto.
O cenário pesou ainda mais porque a Cadillac precisava extrair o máximo em uma classificação apertada. Sem completar as tentativas como previsto, a equipe não conseguiu converter o potencial mostrado anteriormente em posições melhores no grid de largada.
Mudanças no assoalho e na suspensão melhoraram a sensação de Bottas
Além da frustração com as bandeiras amarelas, a classificação ocorreu depois de mudanças feitas pela Cadillac no carro. A equipe alterou o assoalho e a suspensão, e Bottas afirmou que saiu mais satisfeito com o comportamento do carro após esses ajustes.
“É uma pena, porque fizemos algumas mudanças importantes depois do Treino Livre 3”, disse Bottas. O piloto foi o que demonstrou melhor sensação com a resposta do carro após a revisão do acerto, mesmo sem conseguir levar isso ao cronômetro por causa da interrupção na volta final.
Marcin Budkowski, chefe da equipe Cadillac, também destacou o desempenho de Pérez ao longo das atividades. Segundo ele, “Pérez mostrou velocidade durante o fim de semana”, em uma etapa marcada pelo trabalho da equipe com as atualizações levadas ao carro.