No modelo atual, os oito primeiros colocados pontuam na sprint. O vencedor recebe oito pontos, o segundo leva sete e o terceiro fica com seis, em uma escala que segue até o oitavo lugar. Com mais provas curtas no calendário, a distribuição desses pontos passa a ter peso maior ao longo da temporada.
Buxton cobra recompensa maior nas provas curtas
Ao comentar a pontuação, Buxton foi direto: “Você deveria receber mais pontos”. A avaliação dele surge em um momento em que a Fórmula 1 amplia a presença das sprints no campeonato, aumentando também o número de oportunidades de somar pontos fora do GP principal.
A mudança de calendário para 2027 coloca a sprint em dez finais de semana diferentes, espalhados por boa parte da temporada. Isso amplia o impacto potencial desse formato na classificação dos campeonatos de pilotos e equipes, já que haverá mais rodadas com pontuação adicional.
Peso das sprints entra na conta do desenvolvimento dos carros
O debate sobre aumentar ou não a pontuação também passa pelo lado técnico e financeiro. As equipes precisam decidir como distribuir investimento e esforço de desenvolvimento ao longo do ano, e essa conta é feita dentro das limitações já existentes para evolução dos carros durante a temporada.
Buxton citou justamente esse efeito ao relacionar a pontuação das sprints com o teto orçamentário. “Isso poderia então levar, dentro do teto orçamentário, as equipes a…”, afirmou, ao tratar de como uma recompensa esportiva maior pode influenciar a forma como cada equipe direciona seus recursos.
Além do limite orçamentário, a categoria também opera com restrições de desenvolvimento ligadas ao desempenho obtido na temporada anterior. Esse cenário faz com que cada ponto disponível ao longo do campeonato tenha influência na maneira como as equipes escolhem onde investir tempo e dinheiro, especialmente em um calendário com dez etapas de sprint.