Ao explicar o critério adotado pela Audi, Binotto resumiu a base da escolha de Bortoleto com uma frase direta: “A velocidade, independentemente da idade”. O brasileiro acabou selecionado depois de uma avaliação que também envolveu Carlos Sainz.
Binotto considera fundamental que o piloto não entregue apenas desempenho na pista, mas também ajude a estrutura a evoluir. Esse ponto entrou na análise da Audi para definir sua formação, dentro de um projeto de longo prazo.
Paralelo com Schumacher passa pelo trabalho diário
A comparação feita por Binotto com Schumacher está ligada ao perfil fora do carro. O chefe da Audi trabalhou com o heptacampeão durante sua passagem pela Ferrari e citou como principal herança do alemão a ética de trabalho e a sensibilidade no relacionamento dentro da equipe.
Foi nesse contexto que ele aproximou o nome de Bortoleto ao de Schumacher. “Gabriel me lembra Michael pela ética de trabalho”, afirmou Binotto. A referência feita pelo dirigente está ligada ao modo como o brasileiro atua no dia a dia e ao tipo de contribuição que pode oferecer ao desenvolvimento da equipe.
Bortoleto diz que ouve histórias de Schumacher em conversas com Binotto
Bortoleto também comentou a relação do dirigente com o ex-piloto e disse que passou a conhecer melhor a trajetória de Schumacher a partir dessas conversas. “Ele fala sempre sobre o Michael”, afirmou o brasileiro.
A Audi já definiu Bortoleto e Hülkenberg como parte de sua formação e trabalha com a meta de chegar a 2030 em condição de disputar vitórias e brigar pelo título, cenário em que Binotto considera decisiva a combinação entre velocidade e capacidade de fazer a equipe crescer.