A decisão foi tomada em uma reunião conduzida por Nikolas Tombazis e Stefano Domenicali. Pelas informações aprovadas, a redução equivale a 15 km por prova e pode representar até três voltas a menos, dependendo do circuito.
Pacote mexe em fluxo de combustível e na distribuição de potência
A alteração na distância das corridas faz parte de uma revisão mais ampla do regulamento técnico para 2027. Entre os pontos confirmados, a taxa de fluxo de combustível será aumentada, sem ampliação da capacidade dos tanques, para reduzir o risco de falta de combustível.
O pacote também prevê mudanças no equilíbrio da unidade de potência. O motor de combustão interna passará a 420 kW, enquanto o MGU-K cairá para 300 kW. Já a potência no modo de ultrapassagem permanecerá em 350 kW.
A redução da quilometragem foi adotada para evitar que as equipes precisem desenvolver um carro novo só para acomodar as exigências do regulamento revisado.
Janela de três horas cai, mas limite de duas horas de corrida segue
Outro ponto aprovado foi o fim da janela total de três horas para encerramento da corrida. O teto de duas horas de prova efetiva, porém, continua em vigor. Também será criado um horário limite definitivo para o encerramento das atividades de pista.
Em comunicado, a FIA afirmou: “Essas mudanças foram introduzidas para garantir que os espectadores tenham a melhor chance possível de desfrutar de uma corrida completa.”
As mudanças ainda abrem espaço para maior flexibilidade na duração dos treinos livres, com mais poder para os diretores de prova estenderem as sessões quando necessário. Além disso, a FIA retirará a homologação das caixas de câmbio em 2027, permitindo desenvolvimento contínuo nessa área, e o regulamento das unidades de potência voltará a ser ajustado em 2028, quando a potência do motor de combustão interna subirá para 450 kW e o fluxo de combustível terá aumento geral de 13%.