“Estou feliz onde estou agora”, afirmou Antonelli. O piloto também ressaltou o peso da trajetória ao lado da Mercedes: “Sinto que tenho uma dívida a pagar por todas as oportunidades que me deram.”
O momento esportivo ajuda a explicar o cenário. Antonelli venceu o GP da Espanha e chegou à oitava vitória no campeonato, depois de também triunfar em Monza saindo da 19ª posição do grid. Na prova italiana, ele encerrou um jejum de 66 anos sem uma vitória de um italiano largando de 19º.
Temporada marca salto após ano de estreia sem vitórias
O desempenho de 2026 representa uma mudança grande em relação ao primeiro ano completo de Antonelli na Fórmula 1. Em 2025, ele terminou a temporada de estreia com três pódios e nenhuma vitória. Agora, aparece na liderança do campeonato, à frente de George Russell, seu companheiro de equipe e segundo colocado na classificação.
Mesmo com a posição no topo da tabela, Antonelli indicou que prefere não transformar a disputa pelo título em tema central no dia a dia. “Nunca falo sobre o campeonato porque quero evitar pensar nisso”, disse.
Debate sobre Ferrari surge em meio ao impacto das vitórias na Itália
A sequência de resultados reacendeu discussões sobre o futuro do piloto e uma eventual ligação com a Ferrari, tema que ganhou força após a vitória em Monza. Para Karun Chandhok, ex-piloto de Fórmula 1 e comentarista da Sky Sports, o fato de Antonelli ter começado a carreira na Mercedes reduziu a pressão sobre o italiano. “Isso tirou a pressão de muitas formas”, afirmou.
Chandhok avaliou ainda que uma chegada precoce à Ferrari poderia criar um ambiente mais pesado para o piloto. “A pressão seria inacreditável”, disse. Na visão do ex-piloto, foi positivo que Antonelli tenha vivido os primeiros anos na categoria fora da equipe italiana: “Acho bom para ele ter os primeiros anos sem ser piloto da Ferrari.”
Na Mercedes, Antonelli também reconheceu que a disputa interna com Russell mudou de patamar ao longo da temporada. “A rivalidade com George Russell aumentou”, afirmou. Toto Wolff, chefe da equipe Mercedes e CEO, disse sobre o relacionamento com o piloto: “Ele sempre foi transparente comigo.”
































