Para a etapa deste ano, a seleção de compostos será formada por C3, C4 e C5, respectivamente duro, médio e macio. A escolha é um nível mais conservador em relação a 2025, quando o C6 fazia parte da gama disponível, mas não chegou a ser usado na corrida.
Na análise da fornecedora, a tendência é de repetição do padrão recente. “A expectativa é de um cenário semelhante”, informou a Pirelli ao se referir à estratégia de uma parada adotada no ano passado.
Histórico de 2025 reforça a projeção para a corrida
A edição de 2025 teve todos os pilotos completando apenas uma visita aos boxes, um dado que serve de base para a leitura da Pirelli para este fim de semana. O exemplo mais marcante foi o de Esteban Ocon, que percorreu toda a prova com um único conjunto de pneus médios.
Esse histórico ajuda a explicar por que a fornecedora optou por uma gama mais conservadora em 2026. Em um circuito onde o desgaste costuma ser contido, a combinação entre compostos mais resistentes e baixa abrasividade amplia a possibilidade de estratégias mais simples, sem necessidade de múltiplas trocas.
Recapeamento e evolução da pista entram no radar da Pirelli
Apesar da previsão inicial de uma única parada, a Pirelli também apontou fatores que podem alterar o comportamento dos pneus ao longo do fim de semana. Um deles é a própria evolução da pista. “A evolução do asfalto ao longo do fim de semana é importante”, destacou a empresa.
Em 2026, algumas áreas do circuito de Baku foram recapeadas, o que adiciona um elemento novo à análise. A resposta dos compostos nessas partes da pista pode influenciar a leitura das equipes entre as sessões e a definição da estratégia para a prova.
A principal variável externa citada pela Pirelli é uma eventual neutralização. “O Safety Car pode ser a grande variável”, avaliou a fornecedora. A corrida será disputada no sábado, com largada marcada para 15h00.