Chefe da Mercedes e responsável direto pela condução da carreira de Antonelli na equipe, Wolff resumiu a tensão provocada pelo estilo do piloto com uma frase direta: “Ele está nos deixando com cabelos brancos.” Em outro momento, o dirigente afirmou: “Ele teve que bater no muro de novo porque quer ir rápido.”
Mercedes reforçou limites, mas manteve a liberdade de ataque
Ao longo do processo de adaptação de Antonelli, Pete Bonnington, engenheiro da Mercedes que atuou como uma espécie de professor do piloto, reforçou os limites da pista e o que era necessário para evitar excessos. Mesmo assim, Antonelli voltou a flertar com o erro ao tocar no muro, sem que isso o tirasse da corrida.
Depois do contato, o italiano avisou pelo rádio que havia algo estranho no carro. “Dá uma olhada no carro!”, disse ao engenheiro. Ainda assim, conseguiu seguir na prova e precisou administrar a situação até a linha de chegada.
Safety car virtual ajudou Antonelli a se manter na briga
Antonelli também foi beneficiado por um safety car virtual no início da corrida, fator que ajudou a sustentar sua posição no pelotão da frente. Na parte final, Max Verstappen e Lando Norris seguiram atrás dele até o fim, aumentando a pressão sobre um piloto que já corria com a marca do toque no muro.
Wolff também entende que Antonelli ainda não está correndo com a cabeça voltada para o campeonato. Ao mesmo tempo, o piloto chegou a essa posição em idade recorde e destacou o suporte recebido dentro da Mercedes. “Tenho uma equipe incrível que me apoia”, afirmou Antonelli.