Ao falar sobre o legado de Schumacher, Binotto resumiu uma das marcas do ex-piloto com uma definição direta: “Sua ética de trabalho”. Na sequência, ao ser questionado sobre quem no grid atual se aproxima desse perfil, citou o brasileiro: “Gabriel. Pela ética de trabalho e por ser uma pessoa com grande sensibilidade humana”.
Comparação de Binotto envolve método e perfil pessoal
A referência feita por Binotto não tratou de desempenho em pista, estilo de pilotagem ou resultados. O foco esteve em características de rotina e comportamento, dois pontos que o dirigente associou primeiro a Schumacher e depois a Bortoleto.
Essa comparação ganha relevância porque parte de alguém que trabalhou com Schumacher na Ferrari e hoje lidera a Audi. Ao escolher Bortoleto como exemplo atual, Binotto vinculou o brasileiro a qualidades que descreveu como centrais na imagem deixada pelo alemão.
Bortoleto é piloto da Audi e recebeu um elogio que vai além da velocidade. A menção à ética de trabalho coloca o foco na forma como o brasileiro conduz a preparação e a atividade dentro da equipe, enquanto a observação sobre sensibilidade humana acrescenta um componente pessoal à análise feita por Binotto.
Bortoleto já relacionou Schumacher à influência de Binotto
O próprio Gabriel Bortoleto já comentou que sua visão sobre Schumacher foi influenciada pela admiração demonstrada por Binotto. Em declaração anterior, o brasileiro afirmou: “Michael virou um ídolo meu por causa dele”.
Ao mesmo tempo, Bortoleto considera Ayrton Senna seu verdadeiro herói. A referência a Schumacher, portanto, aparece em um plano diferente: ligada à convivência com Binotto e à maneira como o atual chefe da Audi sempre tratou o legado do heptacampeão.
A fala de Binotto reúne os dois lados dessa relação: de um lado, sua experiência com Schumacher na Ferrari; do outro, o trabalho atual com Bortoleto na Audi. Foi nesse contexto que o dirigente apontou no brasileiro os mesmos traços que escolheu destacar ao lembrar o alemão.