“Só algumas mudanças são possíveis, e mesmo assim são mínimas”, disse Zaffelli ao comentar a possibilidade de intervenções no traçado após a corrida.
As críticas não ficaram restritas à prova da Fórmula 1. As categorias de apoio também tiveram poucas disputas por posição ao longo do fim de semana, o que ampliou a pressão sobre o desenho do circuito e sobre trechos que poderiam oferecer mais chances de ultrapassagem.
Curva 5 entrou no centro da discussão
Entre os pontos debatidos, a principal possibilidade citada para favorecer manobras está na curva 5. Segundo Zaffelli, esse trecho deveria ter sido executado de outra forma em relação ao conceito original. “A curva 5 deveria ser mais fechada e ter menos contorno”, afirmou.
A discussão sobre esse setor ganhou peso justamente por ser um dos poucos pontos mencionados como passível de revisão. Mesmo assim, a própria avaliação do projetista é de que qualquer ajuste dependerá de uma série de condicionantes técnicos e legais, sem espaço para uma reformulação ampla do traçado.
Projeto inicial também previa mudança na curva 6
Zaffelli também apontou outra diferença entre o circuito construído e a ideia inicial do projeto. Na curva 6, o plano original não previa área de escape de asfalto, e sim uma caixa de brita. O detalhe ajuda a explicar por que a discussão atual passa por elementos específicos do desenho, e não por uma reconstrução mais ampla da pista.
Ao responder às críticas, o projetista contestou a leitura de que o circuito teria sido desenvolvido em um espaço sem grandes condicionantes. “O que foi descrito como uma folha em branco era, na verdade, uma área altamente urbanizada”, afirmou.
Segundo Zaffelli, o terreno disponível já apresentava diversas limitações desde a concepção do projeto, fator que segue condicionando qualquer tentativa de mudança no Madring após os questionamentos levantados no fim de semana do GP da Espanha.
































