A estreia do circuito abriu debate sobre a capacidade de o traçado gerar brigas por posição. Wurz tratou esse ponto como parte de um processo mais complexo do que simplesmente definir curvas e retas, especialmente em um circuito urbano, onde o desenho precisa acomodar exigências técnicas e operacionais.
Chefe da GPDA aponta restrições de segurança e operação
Ao comentar as críticas, Wurz lembrou que o desenvolvimento de um circuito envolve fatores como regras de segurança, circulação do público e posicionamento dos fiscais. “Projetar uma pista não é simplesmente desenhar algumas linhas em uma folha A3”, disse.
No caso de Madri, uma das principais condicionantes está no próprio uso do espaço. Metade do circuito passa pelo centro de exposições da capital espanhola, o que reduz a margem para alterações mais profundas no traçado e impõe restrições práticas ao projeto.
Wurz citou justamente esse ponto ao responder a sugestões de mudanças. “Não dá para pedir ao promotor que mude individualmente os espaços de exposição”, afirmou, ao explicar que nem toda solução ideal no papel é viável dentro de uma estrutura urbana já existente.
La Monumental foi destacada como um dos acertos do traçado
Embora tenha admitido que alguns trechos podem ser aprimorados, Wurz também apontou elementos positivos no circuito de Madri. Entre eles, destacou a curva inclinada La Monumental, tratada por ele como um exemplo de bom aproveitamento do terreno disponível.
“Eles aproveitaram perfeitamente o terreno com aquela curva inclinada”, afirmou Wurz sobre a La Monumental.
A defesa do chefe da GPDA foi feita em meio às reações ao primeiro GP disputado no circuito, cuja falta de disputas gerou questionamentos sobre o desenho da pista. Wurz manteve a avaliação de que o traçado deve ser analisado levando em conta as limitações de engenharia e operação impostas por um circuito urbano.
































