O traçado tem 5,4 km e abriu sua passagem pela F1 com contrato de 10 anos, mas a primeira edição também foi acompanhada por críticas ao desenho da pista do ponto de vista esportivo. A falta de chances claras de ataque apareceu entre os principais assuntos do fim de semana.
Curva 5 vira foco técnico para 2027
A curva 5 foi identificada como um dos pontos mais problemáticos do circuito para quem vinha atrás tentar a manobra. Por isso, o trecho já está na lista de modificações previstas para 2027, ainda que o formato exato das mudanças dependa de decisões posteriores.
A avaliação no ambiente da categoria foi direta. Um piloto ouvido durante o evento resumiu a percepção sobre o desenho da pista: “Aqui não vai ter nenhuma ultrapassagem.”
Além do traçado em si, a estrutura do circuito chamou atenção por suas dimensões. O pit lane do Madring mede 540 metros, um dos dados operacionais relevantes da estreia da pista no calendário.
Estreia teve público alto, mas organização correu contra o tempo
Os organizadores também enfrentaram dificuldades de prazo para colocar a corrida de pé antes da primeira edição. Mesmo com esse cenário, o evento recebeu grande público e foi tratado pela direção da prova como o início de um processo de evolução.
Luis Garcia Abad, diretor-geral da corrida, resumiu a visão da organização após a estreia: “Este é o primeiro passo.”
Identidade visual do circuito também entrou em debate
Outro ponto levantado depois da corrida foi a falta de uma identidade visual mais marcante para o circuito. Alex Wurz, ex-piloto e comentarista da ORF, fez a crítica ao comparar a aparência do local com a de outros cenários do calendário.
“Estou na Austrália, estou em Valência, estou em Madri… onde eu estou?”, disse Wurz.
As intervenções planejadas para a curva 5 fazem parte dos primeiros ajustes previstos para a pista dentro do acordo de longo prazo já firmado para receber a Fórmula 1.
































