A primeira decisão veio com o VSC acionado na volta 14. Russell aproveitou a neutralização para colocar pneus médios e depois voltou aos duros na volta 28, completando um stint de 20 voltas com o composto médio. Do outro lado da disputa estratégica, Charles Leclerc, que também havia largado com pneus duros, liderou até a volta 45.
Mercedes quis evitar uma corrida espelhada com Leclerc
Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes na Fórmula 1, explicou que o VSC mudou a leitura da prova especificamente para Russell. “O VSC funcionou de forma muito diferente para o George”, afirmou.
A partir desse cenário, a equipe preferiu não deixar Russell preso ao mesmo desenho de corrida de Leclerc até a bandeirada. A opção foi fazer um pit stop em sentido oposto ao do rival, abrindo uma alternativa de ritmo e stint em vez de repetir a mesma sequência com pneus duros.
Na prática, Russell saiu do padrão que dominou entre os ponteiros e passou a construir sua corrida em duas etapas bem definidas: o trecho com médios depois da neutralização e a volta aos duros na segunda metade da prova.
Stint com pneus médios foi o ponto forte da tentativa
Na avaliação da Mercedes, o momento mais forte da estratégia apareceu justamente após a primeira parada. Lord elogiou o rendimento de Russell nesse trecho da corrida: “O George teve um desempenho realmente impressionante.”
O stint de 20 voltas com pneus médios foi o núcleo da aposta da equipe, depois de uma largada com duros e antes da segunda parada na volta 28. Como Leclerc seguiu em uma linha diferente de corrida e permaneceu na liderança até a volta 45, a Mercedes entendeu que precisava tentar algo fora do padrão para Russell.
Segundo Lord, o próprio piloto tratou o tema de forma objetiva depois da prova. “O George foi muito pragmático: disse que não achava que o que fizéssemos faria tanta diferença”, relatou o vice-chefe da Mercedes.
































