O cenário da Ferrari ficou mais pressionado depois da última etapa, em que Lewis Hamilton abandonou com problemas de freio, enquanto Charles Leclerc terminou em quarto. No campeonato, Hamilton está 101 pontos atrás do líder Kimi Antonelli, e a Ferrari aparece 145 pontos atrás da Mercedes.
Restrições de regulamento pesam na escolha da Ferrari
Vasseur indicou que a decisão sobre onde concentrar recursos passa diretamente pelas limitações atuais da Fórmula 1, como o teto de gastos e as restrições de testes aerodinâmicos. Ainda assim, a Ferrari entende que o desenvolvimento do carro atual segue útil também para o projeto seguinte.
Segundo o dirigente, cerca de 80% dos desenvolvimentos feitos agora devem ser aproveitados no carro do ano que vem. Por isso, a equipe não vê a mesma necessidade de ruptura total no trabalho técnico. “Nós não estamos na situação de 12 meses atrás”, afirmou Vasseur, em referência à grande mudança de regulamento introduzida para 2026.
A Ferrari também já levou duas atualizações de ADUO dentro do que foi permitido até aqui, mantendo a evolução do SF-26 ao longo da temporada.
Classificação virou ponto de atenção para Vasseur
Além da diferença no campeonato, a Ferrari também tenta corrigir sua performance de volta lançada. Desde a pausa de verão, Hamilton e Leclerc não conseguiram colocar o carro na primeira fila do grid em nenhuma das quatro classificações disputadas.
Vasseur tratou esse ponto como prioridade imediata. “Com certeza, precisamos fazer um trabalho melhor na classificação”, disse o chefe da Ferrari.
Os números recentes reforçam essa dificuldade: o SF-26 tem déficit médio de 0s198 para a pole position. A marca deixa a Ferrari atrás de McLaren e Mercedes nesse recorte, mas ainda à frente da Red Bull.
Ao explicar onde a Ferrari precisa concentrar esforços, Vasseur resumiu a direção do trabalho técnico: “Se eu tiver que colocar o foco da equipe em alguma coisa hoje, seria na evolução do…”