Bortoleto já foi piloto oficial de teste de pneus da fornecedora, e a referência surgiu pelo modo como administrou os compostos ao longo da prova. “Ele está trabalhando no desenvolvimento de pneus de longa duração para a Pirelli”, disse McNish, em tom bem-humorado, ao falar sobre a corrida do brasileiro.
A Audi saiu da etapa com um ponto graças ao décimo lugar de Nico Hülkenberg. Com isso, a equipe aparece em oitavo no Mundial de Construtores, com 17 pontos.
Bortoleto teve função importante no andamento da corrida
Além da gestão dos pneus, Bortoleto esteve envolvido em uma estratégia em que manteve os carros de trás ocupados durante parte da corrida. Esse cenário ajudou a compor o desenho da prova para a Audi enquanto Hülkenberg lutava para terminar na zona de pontuação.
McNish, porém, evitou classificar a manobra como uma ação direta para travar adversários. “Não, não foi necessariamente uma questão de usá-lo para segurar os outros”, afirmou o dirigente ao comentar como a equipe trabalhou com os dois carros durante o GP.
A declaração indica que o papel de Bortoleto estava inserido no contexto geral da prova, e não apenas em uma missão específica de proteção ao companheiro. Ainda assim, o brasileiro participou de uma dinâmica importante para o resultado final da Audi na corrida.
Brincadeira com a Pirelli nasceu do trabalho com compostos de longa duração
A observação de McNish sobre um “novo emprego” para Bortoleto tem ligação direta com um aspecto técnico da corrida: o uso de pneus de longa duração e a necessidade de verificar a durabilidade desses compostos em condição de prova. Foi justamente esse tipo de trabalho que aproximou a fala do histórico do brasileiro com a Pirelli.
No fim da etapa, a combinação entre a atuação de Bortoleto e o décimo lugar de Hülkenberg garantiu o único ponto da Audi no GP. O resultado manteve a equipe em oitavo no campeonato, com 17 pontos.
































