Evans afirmou que o cenário surpreende pelo tipo de desafio enfrentado nas etapas de cascalho seco, em que largar na frente costuma cobrar um preço alto. “Eu estava esperando perder a liderança do campeonato a essa altura”, disse o líder do WRC.
Liderança resistiu mesmo com desvantagem de abrir a estrada
A principal preocupação de Evans era justamente o efeito de abrir a estrada em pisos mais soltos e duros, condição que tende a prejudicar quem lidera o campeonato. Esse fator pesou em provas recentes e já havia sido evidente também no Rali da Arábia Saudita do ano passado, quando ele e Sébastien Ogier não conseguiram entrar de forma decisiva na disputa pelas primeiras posições.
Mesmo assim, Evans segue na frente na classificação. Em um momento da temporada, ele chegou a construir 30 pontos de vantagem depois do Secto Rally Finland, embora a margem agora tenha caído para 17. Oliver Solberg aparece a 21 pontos do líder.
Chile custou tempo importante e embaralhou a disputa
Parte dessa redução na vantagem veio no Rali do Chile, onde Evans perdeu dois minutos por causa de um furo de pneu. O problema o tirou do segundo lugar e o derrubou para quinto na classificação final da prova.
Com a disputa apertada na reta decisiva do campeonato, Evans reconheceu que até a administração de pontos pode entrar na conta se surgir uma oportunidade específica. “Acho que seria burrice não considerar isso se a oportunidade aparecesse”, afirmou.
Sobre a briga pelo título, o piloto da Toyota evitou apontar favorito e resumiu o cenário atual de forma direta: “Está tudo em aberto, basicamente. É uma briga de três até o fim.”