O plano ganha peso porque esse pacote pode ser o último da Mercedes no campeonato. A etapa reúne, portanto, duas frentes para a equipe: colocar um conjunto amplo de atualizações na pista e administrar o uso dos componentes do motor para evitar perda de posições na largada.
ADUO coloca o uso da unidade de potência no centro do fim de semana
A situação da Mercedes passa pelo ADUO, ponto considerado crítico no ciclo de atualização de motores. A equipe está entre as que ainda não contam com o motor atualizado, ao lado de McLaren, Williams e Alpine.
Entre essas equipes, a McLaren deve receber a nova unidade de potência antes da Mercedes e das demais clientes. Isso coloca a Mercedes diante da escolha entre antecipar a mudança de componentes ou segurar a atual configuração para escapar de uma nova punição.
O tema ficou mais sensível depois do que aconteceu com Kimi Antonelli no GP da Itália. O piloto da Mercedes foi punido após trocar o motor e perdeu posições no grid, antecedente que pesa na definição do que fazer agora em Baku.
Pacote novo chega com Mercedes na liderança do campeonato
A introdução das atualizações acontece em um momento favorável para a equipe na tabela. A Mercedes lidera o campeonato de construtores com 503 pontos, enquanto a Ferrari aparece em segundo lugar com 358.
Levar o novo pacote para os dois carros significa que a Mercedes não pretende fazer um teste isolado de peças, mas colocar a atualização completa em uso no fim de semana. Como esse pode ser o último pacote da equipe na temporada, a etapa passa a ter papel direto no desenvolvimento final do carro e na administração do restante da campanha.
Além da disputa por desempenho, a definição sobre a unidade de potência também afeta a comparação com as outras equipes clientes da Mercedes. McLaren, Williams e Alpine seguem sem o motor atualizado, mas a McLaren deve ser a primeira desse grupo a receber a nova especificação.