O novo traçado tem uma grande curva inclinada no setor intermediário e, segundo os relatos dos pilotos, reúne trechos de alta velocidade e características que elevam o risco de acidentes. Em um teste de dois dias da Fórmula 3 em Madring, foram registradas 19 bandeiras vermelhas, um número que alimenta a preocupação para o início das atividades da F1.
Verstappen resumiu a impressão sobre o circuito de forma direta: “É uma pista dura”. George Russell foi além e afirmou: “É possivelmente o circuito mais arriscado de todo o calendário”. Lewis Hamilton também destacou a exigência do traçado: “É um circuito extremamente desafiador”.
Aston Martin espera treinos conservadores no começo do fim de semana
Na visão da Aston Martin, a prioridade nas primeiras sessões será conseguir rodagem. Mike Krack, chefe de pista da equipe, disse que o principal objetivo no início do trabalho é simples: “O mais importante para todos nós, e isso inclui todas as equipes, é que os pneus rodem”.
Krack também indicou uma postura mais contida para os pilotos no começo das atividades. “Acho um bom nível de conservadorismo pilotando”, afirmou. Segundo ele, em um cenário de incerteza sobre o comportamento do traçado e sobre a chance de incidentes, “é muito importante manter a serenidade”.
Além da adaptação ao circuito, as equipes também precisam otimizar o acerto dos carros e entender qual composto de pneus funciona melhor ao longo do fim de semana.
Classificação ganha peso em pista com pouca ultrapassagem
Outro ponto destacado antes da abertura da programação é a dificuldade de ultrapassagem. A avaliação no paddock é de que a maior parte das curvas oferece praticamente uma única linha ideal, o que deve aumentar a importância da classificação para a definição do grid de largada.
Carlos Sainz, que contribuiu para o desenho do circuito, elogiou a identidade da pista: “Parece que a pista tem personalidade, que é carismática”. Pierre Gasly resumiu a novidade do desafio em Madring: “O traçado é algo que eu nunca vi antes”.