Rosberg disse que Alonso “ainda é um dos melhores” e avaliou que o espanhol “segue muito bem”. Na leitura do ex-piloto, o fator idade torna o rendimento ainda mais relevante. “Aos 45, só ele pode fazer isso porque é um dos maiores de todos os tempos”, afirmou.
No campeonato atual, Stroll superou Alonso na classificação em apenas duas ocasiões. O dado foi usado por Rosberg como referência para medir o rendimento do bicampeão, embora ele tenha ponderado que não é simples cravar exatamente o nível de performance apenas por essa comparação direta dentro da equipe.
Comparação com Stroll entra na análise
A comparação com Stroll aparece como ponto central da análise porque Alonso mantém vantagem frequente dentro da Aston Martin. Ao mesmo tempo, Pedro de la Rosa, que integra o ambiente do espanhol, já afirmou que Stroll é “imbatível” em determinadas curvas, o que amplia o peso da vantagem construída por Alonso ao longo da temporada.
A Aston Martin também já introduziu atualizações de chassi nesta temporada, levadas à pista pela primeira vez no GP da Hungria. Esse contexto ajuda a situar a avaliação de Rosberg sobre o que Alonso vem entregando no carro atual da equipe.
Rosberg lembra escolhas de carreira de Alonso
Rosberg também voltou a um tema recorrente quando se fala da trajetória de Alonso: as decisões de carreira dos últimos 17 anos. Na opinião do alemão, essas escolhas tiveram impacto direto na quantidade de títulos que o espanhol poderia ter conquistado. “Senão, ele teria vencido cinco campeonatos mundiais com facilidade”, disse.
O próprio Rosberg já queria que a Mercedes colocasse Alonso em seu lugar quando decidiu encerrar a carreira logo após o título de 2016.