A morte foi anunciada por Claudia Carsughi, filha do jornalista, em publicação nas redes sociais. “Meu pai acabou de nos deixar depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória”, escreveu. Ela acrescentou que ele “agora está em paz junto aos nossos antepassados”.
Carreira começou cedo e atravessou toda a era moderna da F1
Nascido em Arezzo, na Itália, em 13 de outubro de 1932, Carsughi mudou-se para São Paulo em 1946. Ainda aos 13 anos, começou a colaborar como correspondente do Corriere dello Sport, início de uma trajetória que o colocaria entre os nomes mais longevos da cobertura do esporte a motor.
Em 1950, ele cobriu a Copa do Mundo e também a primeira temporada da Fórmula 1. A partir dali, manteve vínculo contínuo com a categoria ao longo de décadas, acompanhando toda a história do campeonato desde a sua criação.
Além da produção para o público brasileiro, Carsughi também publicou em veículos italianos como Tuttosport e La Stampa, ampliando sua atuação entre os dois países ao longo da carreira.
Rádio, TV e testes técnicos marcaram a trajetória
Carsughi teve forte ligação com o rádio, especialmente na Jovem Pan, onde se tornou uma das vozes mais associadas à cobertura da Fórmula 1. Também passou pelo SporTV no fim dos anos 2000 e trabalhou no jornalismo impresso em publicações como o Jornal da Tarde e a revista Placar.
Outro período importante da carreira foi na revista Quatro Rodas. Entre 1974 e 1990, ele foi responsável por testes e avaliações técnicas de veículos, função que ampliou sua presença para além da cobertura de corridas e o colocou também no noticiário especializado do setor automotivo.
Homenagens vieram de nomes ligados à cobertura da categoria
A morte de Carsughi gerou manifestações de profissionais e personagens ligados à Fórmula 1. Téo José, narrador da Jovem Pan que comandou transmissões da categoria com o jornalista, publicou: “Lamento a morte do ‘Mestre’”.
Felipe Motta, diretor editorial do Motorsport.com e ex-repórter de Fórmula 1 da Jovem Pan, também se manifestou: “Lamento a perda do icônico jornalista ítalo-brasileiro”. Felipe Massa também apareceu entre as personalidades que lamentaram a morte de Carsughi, chamado por ele de “Mestre”.