O lance mais comentado da prova começou quando Hocevar rodou Keselowski. Na sequência, os dois ainda tocaram duas vezes na curva 4, enquanto Hocevar conseguiu seguir sem danos no carro. Depois da corrida, Keselowski, piloto da RFK Racing envolvido no incidente, avisou: “Prometi que vai ter troco”.
Hocevar tratou o episódio com desdém e usou a repercussão para impulsionar uma promoção que já havia sido anunciada antes da largada. A ação vinculava o percentual de desconto ao resultado final do piloto. A regra era simples: quanto pior a colocação, maior o abatimento. Se terminasse fora do top 30, o desconto chegaria a 77%.
Como largou apenas em 34º e terminou a corrida em 11º, o desconto inicial ficou em 23% para os torcedores. Depois das declarações de Keselowski no pós-corrida, Hocevar aumentou a oferta em mais 6% durante seis horas.
Camiseta nova entrou na onda da polêmica
Além do abatimento temporário, Hocevar colocou à venda uma camiseta com a frase “Apertei bem os cintos”, em referência ao momento que dominou a conversa depois da prova. A combinação entre o incidente, a reação pública de Keselowski e a resposta comercial do piloto ajudou a movimentar a loja ao longo do dia seguinte.
A repercussão não foi só favorável. As críticas a Hocevar e à Spire Motorsports cresceram de forma significativa depois da corrida, principalmente pela forma como o episódio foi tratado no pós-prova.
Briscoe reage com brincadeira nas redes
O volume de vendas também virou assunto entre outros pilotos. Chase Briscoe, piloto da Joe Gibbs Racing, fez piada com a diferença de escala entre a própria loja e a de Hocevar: “Ainda tenho um longo caminho pela frente, mas minha loja fez US$ 197 nas últimas 24 horas”.