Ao falar sobre o episódio com Keselowski, Hocevar resumiu o caso de forma direta: “Acontece essas coisas quando a gente está correndo forte”. Depois da corrida, Keselowski chegou a ameaçá-lo, dizendo que “o dia dele vai chegar, e vai chegar forte”.
Desconto na loja virou resposta ao episódio
Após a corrida, Hocevar transformou a repercussão em ação comercial. Ele acrescentou um desconto de 6% em sua promoção de produtos oficiais, numa referência ao número do carro de Keselowski. Segundo o relato, as vendas de mercadorias ficaram perto de US$ 200 mil depois do incidente.
A movimentação também chamou atenção porque a NASCAR explorou a dinâmica criada por Hocevar na Chase for the Championship. Ao mesmo tempo, o estilo do piloto segue dividindo opiniões dentro do paddock.
Opinião de Jeff Dickerson e da equipe é a que mais pesa
Hocevar afirmou que não gosta da prática de telefonar na segunda-feira para oferecer desculpas após um acidente. “Eu simplesmente nunca gostei dessa coisa de receber ou fazer uma ligação na segunda-feira”, disse. Na visão dele, pedidos de desculpas sem convicção pouco significam.
O piloto também delimitou claramente quem considera relevante nesse tipo de situação: “Eu só me importo com o que Jeff, os patrocinadores e a minha equipe dizem”. Hocevar descreveu sua relação com Jeff Dickerson, da Spire Motorsports, como de apoio.
Histórico recente inclui Heim, Wallace e crítica de Hamlin
O debate sobre sua pilotagem não se restringe ao caso com Keselowski. Em uma corrida anterior, Corey Heim se envolveu em um toque com Hocevar. Já depois de um incidente com Bubba Wallace, Hocevar relatou que a conversa entre os dois foi amigável.
Denny Hamlin, por sua vez, criticou a falta de supervisão sobre a maneira como Hocevar vem correndo. Ainda assim, o próprio piloto manteve o mesmo tom ao tratar da repercussão e reforçou que está vivendo um objetivo pessoal de longa data: “Esse é o sonho de uma vida para mim”.