Arvid Lindblad resumiu o tamanho da tarefa ao descrever o desenho da pista como altamente técnico. “É um traçado muito técnico, então será um grande desafio para equipes e pilotos”, afirmou. O piloto também comparou Madri a Macau e Jeddah, dois circuitos que ajudam a dimensionar a combinação entre trechos estreitos, sequência de curvas e necessidade de precisão desde as primeiras voltas.
Novo traçado aumenta peso dos treinos e da coleta de dados
Por ser um circuito novo de rua, Madri chega sem referência prática anterior para as equipes na Fórmula 1. Nesse cenário, o trabalho de pista ganha importância maior logo nas primeiras atividades do fim de semana, tanto para ajuste do carro quanto para leitura das características do asfalto e dos limites do traçado.
Lindblad apontou esse ponto de forma direta ao falar da preparação da Racing Bulls. “Precisamos aproveitar ao máximo o tempo de pista desde o começo”, disse. A avaliação está ligada à necessidade de construir rapidamente uma base de dados em um circuito com poucas retas longas, característica que pode reduzir oportunidades de ataque e aumentar o peso da posição de pista.
Tsunoda cita confiança após Monza e prevê adaptação gradual
Yuki Tsunoda chega à etapa depois de um fim de semana positivo para a equipe no GP da Itália. “Foi um resultado positivo e uma ótima maneira de ganhar confiança”, afirmou sobre o desempenho em Monza, que deu sequência ao momento da Racing Bulls antes da passagem para um circuito inédito.
Para Tsunoda, essa confiança também terá papel importante no processo de adaptação ao traçado espanhol. “Vai ser necessário construir confiança para encontrar os limites da pista”, disse. A observação se encaixa no perfil de Madri, onde a combinação entre muitas curvas e poucas retas longas tende a exigir mais precisão nas referências de frenagem e na exploração dos limites da pista desde o início do fim de semana.