Piloto da Ferrari, Sainz resumiu a impressão do grid sobre a pista de forma direta: “Estamos todos surpresos com o quanto ela é complicada”. Em outra avaliação, ele acrescentou: “É uma pista desafiadora, não é só mais um circuito”.
O Madring tem 3,365 milhas de extensão, e a Ferrari foi a primeira equipe a testar o circuito. Entre os pontos de maior exigência está a curva 12, conhecida como La Monumental. No trecho, Lewis Hamilton enfrentou níveis de compressão superiores a 4 G por dois segundos, um dado que ajuda a dimensionar o esforço físico imposto pelo traçado.
Curva 12 concentra uma das maiores exigências do novo circuito
Além da extensão, o perfil técnico do Madring já colocou a pista no centro das conversas do paddock. O circuito foi descrito por pilotos como um “Jeddah com esteróides”, em referência ao caráter veloz e agressivo do desenho. A combinação entre alta velocidade e mudanças de carga em trechos como La Monumental explica por que a pista tem sido vista como uma das novidades mais exigentes do calendário.
Sainz indicou que essa percepção apareceu cedo nas simulações, antes mesmo da estreia oficial da Fórmula 1 no local. A leitura do espanhol é que o Madring oferece um desafio diferente do padrão habitual, sem se limitar a ser mais uma estreia no calendário.
Testes da Fórmula 3 aumentaram a atenção sobre a preparação da pista
A aproximação do fim de semana também foi marcada pelo que ocorreu nos testes da Fórmula 3, que registraram 19 bandeiras vermelhas. O número elevou a atenção em torno do circuito e alimentou questionamentos de fãs sobre o estágio de prontidão da pista.
Mesmo assim, Sainz fez uma distinção entre o que foi visto na categoria de base e o que ele espera para a Fórmula 1. Segundo o piloto da Ferrari, “acho que essa fama de ‘destruidora de carros’ por enquanto é só da F3”.
A estreia da Fórmula 1 no Madring acontece no próximo fim de semana, com expectativa de mais de 330 mil espectadores ao longo dos três dias de evento.