Ao explicar por que pilotos conseguem entrar no carro e atingir competitividade em pouco tempo, Verstappen foi direto: “É porque esses carros são pouco sensíveis aos seus comandos”. A observação foi feita no contexto da adaptação de Tsunoda e Lawson, citados por ele como casos recentes dessa resposta mais padronizada do equipamento.
Verstappen vê limite claro para o talento individual
Embora considere que os melhores ainda conseguem se destacar, Verstappen disse que esse espaço está menor do que deveria. Na avaliação dele, continua sendo decisivo juntar voltas fortes e assumir riscos para extrair o máximo do carro, mas isso acontece dentro de uma margem mais estreita do que em outros momentos da categoria.
“Os pilotos mais rápidos sempre vão aparecer. Mas isso é realmente limitado”, afirmou. A declaração indica que, para ele, o carro atual restringe a influência de características individuais mesmo quando o piloto tem nível suficiente para se sobressair.
Na prática, a crítica de Verstappen não está centrada apenas no resultado final, mas no tipo de sensação e de resposta que o piloto recebe do carro. O ponto levantado por ele é que a competitividade imediata de pilotos diferentes no mesmo equipamento sugere uma plataforma menos dependente de adaptação fina ao estilo de pilotagem.
Mudança na técnica de pilotagem incomoda o piloto da Red Bull
Verstappen também comparou a pilotagem exigida hoje com uma referência mais tradicional da Fórmula 1, historicamente associada a frear mais tarde e acelerar mais cedo para ganhar tempo. Segundo ele, esse tipo de virtude perdeu peso dentro da forma como os carros atuais precisam ser conduzidos.
Para o piloto da Red Bull Racing, a mudança tornou a pilotagem menos natural. “É muito antinatural. Não é assim que deveria ser”, disse Verstappen ao comentar a diferença entre a técnica valorizada no passado e o comportamento exigido pelos carros da geração atual.