O modelo foi mostrado no Autodromo Nazionale Monza e recebeu novas configurações de asa dianteira e asa traseira. De acordo com os dados divulgados, o pacote acrescenta 25 pontos de downforce e 3 pontos de arrasto. A F2 também vai manter o DRS, recurso usado na categoria desde a era GP2, em 2015.
Uma das mudanças práticas mais relevantes é a adoção de um sistema de partida a bordo totalmente novo, pensado para permitir que os pilotos religuem o carro após incidentes ou quando houver apagada. Nikolas Tombazis, diretor da FIA, classificou o projeto como uma evolução importante do modelo atual. “Este carro é, na verdade, uma atualização significativa do carro anterior”, afirmou.
Base mecânica é mantida, com mudanças pontuais no conjunto
Apesar da revisão aerodinâmica, a configuração permanece funcionalmente idêntica à de 2026 em freios, direção e ergonomia. O motor 3.4 turbo da Mecachrome continua no projeto, e o câmbio será fornecido pela Hewland com diferencial de rampa não hidráulico.
A categoria também seguirá usando a mistura de combustível 100% sustentável da Aramco, introduzida a partir de 2025. O conjunto, portanto, combina a manutenção de componentes já conhecidos pelas equipes com alterações voltadas principalmente ao comportamento aerodinâmico e à operação do carro em pista.
Teste inicial já foi realizado antes da apresentação
Antes da apresentação pública, Paul Aron guiou o novo carro em um shakedown realizado em junho, no Hungaroring. Bruno Michel, CEO da Fórmula 2, disse que o retorno do piloto foi positivo: “Ele disse que foi muito agradável de pilotar”. Michel também relacionou o novo carro à função da categoria na formação para a F1. “O carro tem um papel muito importante nessa preparação”, declarou.
Tombazis afirmou ainda que as equipes participaram do processo de desenvolvimento do pacote. “As equipes de Fórmula 2 nos dão retorno, e nós levamos isso em consideração”, disse. A primeira unidade será entregue às equipes até o fim do ano.