O caso ganhou peso após a Corte Internacional de Apelação reverter as punições de tempo aplicadas a Gasly depois da corrida em Mônaco. O piloto havia cruzado a linha de chegada em terceiro, caiu para sétimo com uma penalização de 10 segundos e, com a revisão do caso, recuperou posições. Na disputa, Isack Hadjar, da Red Bull, havia herdado um lugar no pódio quando Gasly foi rebaixado.
Briatore atacou atuação de um dos juízes
Briatore criticou diretamente um dos quatro juízes que atuaram no processo. Em sua fala, disse que o integrante do painel “agiu como um promotor” e afirmou que ele tinha ligação com a McLaren. Em outro momento, declarou: “Esse juiz foi muito desagradável durante a audiência”.
As alegações sobre eventual vínculo do magistrado com a McLaren não foram comprovadas. O processo que levou o caso à Corte Internacional de Apelação foi aberto após McLaren e Red Bull levarem o tema adiante depois da prova em Mônaco.
Comunicado cita seleção e controle de independência
Na resposta oficial, a estrutura judicial da FIA afirmou que os juízes foram nomeados de acordo com os procedimentos da entidade. Em nota, um porta-voz das cortes da FIA declarou: “As cortes da FIA querem deixar claro que os juízes atuaram de acordo com os procedimentos judiciais da FIA”.
A entidade também sustentou que os integrantes da Corte Internacional de Apelação passam por um processo de verificação feito pelo comitê de avaliação de elegibilidade e que os juízes precisam declarar independência em cada caso analisado.
Andrea Stella, chefe da McLaren, reagiu às insinuações de Briatore durante a mesma entrevista coletiva. “Essa conversa, ao seguir nessa direção, é bastante ofensiva para a McLaren”, afirmou.
A FIA ainda apontou que a Alpine não apresentou questionamentos sobre a composição do painel de juízes no início do processo de apelação.