A etapa teve um nível de attrition muito acima do previsto entre os carros Rally1. A estimativa anterior era de 0,41 abandono no pelotão principal, mas o rali terminou com quatro das 10 duplas da categoria fora da prova. Após o resultado, só dois pilotos seguiram com chances matemáticas de título.
Abandonos acima da projeção mudaram o cenário
As projeções consideravam taxas de abandono dos principais nomes do campeonato e também a dificuldade específica do tipo de piso. Mesmo assim, o Paraguai entregou um cenário muito mais caótico do que o esperado. Entre os índices de risco antes da largada, Takamoto Katsuta aparecia como o mais exposto, com 4,4 por 10.000 km-evento. Entre os ponteiros, Thierry Neuville tinha o menor risco, com 0,87, seguido por Sébastien Ogier, com 1,06.
O mapa prévio da prova também apontava dois setores como os mais perigosos do roteiro, ambos com nota de risco de 3,55 por 10.000 km. As estimativas eram baseadas no histórico de incidentes dos pilotos e em avaliações de desempenho, com ajustes para a dificuldade das provas de cascalho em sua segunda passagem pelo calendário.
Pajari ganha força; Evans segue em vantagem
Pajari já chegava ao Paraguai com 10% de probabilidade de vitória na etapa e saiu da prova com crescimento real na corrida pelo campeonato. Do outro lado, Evans limitou o prejuízo. Ele terminou 45 segundos atrás do vencedor e ficou a 5,1 segundos do pódio, resultado que evitou uma queda mais forte em suas chances de título.
Mesmo com a redução, Evans ainda mantém vantagem clara nas contas do campeonato. A diferença é que, depois de uma etapa em que o número de abandonos superou muito a projeção inicial, Pajari passou a concentrar toda a ameaça restante na disputa nas provas de Chile, Sardenha e Arábia Saudita.