Gasly havia conseguido manter o terceiro lugar após um protesto da Alpine contra as duas penalidades, mas McLaren e Red Bull contestaram essa decisão. Com a reaplicação das punições, o francês deixou o pódio e caiu para a sétima posição. Isack Hadjar retomou o terceiro lugar e garantiu seu primeiro pódio pela Red Bull.
Corte restabeleceu resultado original da prova
O caso teve origem nas duas punições de cinco segundos recebidas por Gasly durante a corrida. A Alpine apresentou um protesto e obteve inicialmente uma decisão favorável, suficiente para assegurar o terceiro lugar do piloto na classificação.
Depois disso, McLaren e Red Bull levaram a contestação adiante. A Corte Internacional de Apelação acabou reinstalando o resultado original da prova, anulando o efeito da decisão anterior e recolocando as penalidades no tempo final de Gasly.
Entre os pontos do caso, Gasly foi o único piloto que não cumpriu sua penalidade durante a prova. A decisão que mudou novamente a classificação foi divulgada em 4 de setembro de 2026.
FIA cita diferença entre análise dos comissários e do tribunal
Ao se pronunciar após o desfecho do processo, a FIA afirmou: “A FIA está revisando a metodologia e a operação do atual sistema de cronometragem.” A entidade não informou no comunicado quais mudanças pretende adotar nem indicou um prazo para a implementação.
A federação também destacou a diferença entre as instâncias que julgaram o caso. Em nota, declarou: “As decisões dos comissários são tomadas em um ambiente diferente daquele do Tribunal.”
O processo teve ainda uma diferença importante de base probatória: as evidências analisadas pelos comissários não foram as mesmas examinadas pelo tribunal. A reaplicação das punições alterou o pódio de Mônaco e devolveu a Hadjar o primeiro top 3 de sua trajetória com a Red Bull.