O traçado italiano costuma expor com mais nitidez esse tipo de limitação técnica. Monza tem poucas curvas e longos trechos de aceleração plena, o que aumenta o peso da potência no resultado e reduz a margem para esconder perdas de desempenho em reta.
Bortoleto foi direto ao tratar do principal ponto de preocupação da Audi. “No momento, estamos atrás em potência na nossa unidade”, afirmou. Em outra avaliação sobre a comparação com os adversários, resumiu: “Ainda estamos um pouco atrás, essa é a verdade.”
Monza amplia uma limitação que a Audi já reconhece
A análise do brasileiro parte justamente das características do circuito. Em uma pista em que a velocidade de reta é determinante, ele reconheceu que a Audi tende a sofrer mais do que em traçados com outras exigências. O problema central, segundo Bortoleto, está menos no desenho do fim de semana e mais na combinação entre Monza e o estágio atual do carro.
Além de admitir a diferença para os rivais, o piloto explicou que a equipe vem trabalhando para melhorar a dirigibilidade da unidade de potência. A tentativa é extrair mais do conjunto e tornar o carro mais eficiente nas condições que o circuito impõe, ainda que sem esconder a desvantagem atual.
Mesmo com cenário difícil, brasileiro não descarta pontos
Apesar do diagnóstico pouco favorável, Bortoleto não tratou a corrida como um fim de semana perdido. A expectativa dele é explorar os pontos do circuito em que ainda seja possível fazer diferença e construir a prova a partir disso.
“Não descarto um bom resultado. Acho que podemos correr a partir daí”, disse, ao falar sobre a chance de brigar por pontos. Na mesma linha, o piloto reforçou que a dificuldade esperada não elimina completamente a possibilidade de reação: “Como eu disse antes, não vai ser fácil, mas podemos fazer a diferença.”