Na avaliação de Patrese, a Ferrari não deveria seguir dividindo o foco entre os dois lados da garagem no momento atual do campeonato. “Eles precisam escolher um piloto”, afirmou o ex-piloto, ao tratar da condução esportiva da equipe nesta fase da temporada.
A diferença na pontuação é o principal argumento apresentado por Patrese. Com Hamilton à frente de Leclerc depois de doze corridas, a posição defendida por ele é que a Ferrari concentre suas decisões em favor do britânico na luta pelo campeonato.
Crítica à falta de hierarquia após Zandvoort
Patrese citou o que aconteceu em Zandvoort como exemplo de indefinição dentro da Ferrari. “O que aconteceu em Zandvoort mostra que a Ferrari ainda não tem ideias claras”, disse.
No fim de semana citado por ele, George Russell terminou à frente de Hamilton. Ainda assim, a crítica de Patrese foi direcionada à ausência de uma direção esportiva mais objetiva da Ferrari entre seus dois pilotos, e não a um único resultado isolado.
Ao resumir sua posição sobre como a equipe deveria agir, Patrese foi direto: “Lewis tem que ser o número um.” A manifestação do ex-piloto, porém, não significa que a Ferrari vá adotar essa linha.
McLaren de 2025 aparece como alerta
Na comparação feita por Patrese, a Ferrari deveria evitar repetir o exemplo da McLaren em 2025. A referência foi usada por ele como um caso em que a falta de uma definição mais firme entre pilotos se tornou um problema para a gestão da disputa esportiva ao longo da temporada.
Em um campeonato decidido pelo sistema de pontos, a vantagem de 28 pontos de Hamilton sobre Leclerc foi o critério citado por Patrese para defender a prioridade ao heptacampeão. A discussão levantada por ele gira justamente em torno de quando uma equipe passa a transformar a classificação do campeonato em ordem interna entre seus pilotos.